Num contexto educativo cada vez mais marcado pela digitalização, falar de ambientes virtuais de aprendizagem (AVA) implica, necessariamente, ultrapassar uma visão meramente tecnológica e assumir uma perspetiva mais ampla, sistémica e pedagógica. O desenvolvimento das tecnologias digitais em rede trouxe consigo uma diversidade de plataformas, ferramentas e aplicações que potenciam novas formas de ensinar e aprender. No entanto, esta abundância levanta um desafio central: como selecionar, articular e utilizar essas tecnologias de forma pedagogicamente significativa? A reflexão em torno deste tema permite compreender que os ambientes virtuais não são apenas espaços digitais neutros, mas sim ecossistemas dinâmicos , habitados por múltiplos atores — humanos e não humanos — que interagem, comunicam e constroem conhecimento de forma coletiva. Esta perspetiva aproxima-se de abordagens contemporâneas que encaram o digital como um ambiente habitável, onde a aprendizagem emerge das relaçõ...